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Projeto
Resgate Dr. Carlos Serrano* Compilação
da palestra proferida pelo
Pro.Carlos Serrano no seminário "Angola 24 anos
depois, o sonho de uma nação continua..." realizado pela AEA - SP.
Associação dos Estudantes Angolanos no Estado de São Paulo. Angola nasce uma nação, sua origem e identidade ( Parte - Final ) Conclusão Falamos no início que em 1885 criou-se em Angola um Estado Orgânico Colonial com as fronteiras delimitadas pelas potências mas não se formou a nação. A nação, ela vem se formando no decorrer de todo este momento histórico porque a nação admite a consciência que as pessoas tem de pertencimento a um estado. Na Europa a nação antecede ao estado, os estados nacionais foram formados antes ou depois (a Itália foi formada depois) vem depois da nação que é o desejo das pessoas que tenham dimensões idênticas, línguas às vezes próprias e de vontade de viver em conjunto o estado é o aspecto dimensão jurídica formal que vai dar estrutura, ordem a esta nação. Em África no geral, falamos da Angola em particular a nação se vai formando antes da formação do estado e após o que não quer dizer que a independência que vai construir os movimentos nativistas que começam lá atrás, e depois o projeto vamos construir Angola grande movimento cultural que vai nos fornecer elementos que ajudam a formar a consciência nacional. Mas não é o estado colonial que deu de mediato a formação desta consciência nacional, ela se está a formar ainda, por isso é que dissemos que identidade nacional se constrói ela não é dada, e ela deve permitir no caso de Angola essa diversidade, ela deve ser unitária. O projeto da nação é unidade agora Angola é estado-nação é esta a unidade, nesta altura os estado já está formado mas a nação continua a se formar. E é dentro destes princípios que devemos fazer a leitura e pensar Que a nação é a identificação de nós mesmos, levando em conta este aspecto da diversidade que achamos que não constitui mais problemas; há muito tempo falava-se me tribalismo, etnicismos que são apenas fatores de manipulação, continuam sendo e vão ser utilizados por muito tempo em qualquer parte do mundo. Em angola como um todo, começamos a pensar quem andou a lutar por separações? Quem tentou dividir Angola Norte e Angola Sul? Angola Este e Oeste? O exterior fala-se muito mais em separação do que dentro de Angola então este espectro de secionismo não nos parece ser assim tão forte mas o que tem que ser levado em conta é a diversidade cultural como expressão de vontade autônomas, de aspectos particulares e regionais. A questão da consciência nacional, persiste como aquilo que está sendo construído para lá dos conflitos, etc. Parte - I | Parte - II | Parte - III | Parte - IV | Conclusão *CARLOS M. H. SERRANO, Nascido em Cabinda - Angola, é Professor de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. É vice-diretor do Centro de Estudos Africanos da USP, Autor dos livros "Os Senhores da Terra e os Homens do Mar"; "A Revolta dos Colonizados" (paradidático, com o prof. Kabengele Munanga); "Brava Gente do Timor" (com o prof. Maurício Waldman); e "Angola: Nasce Uma Nação"... |